quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

"ODEIO OS INDIFERENTES" !!!

Anexo o texto: “Os Indiferentes” (1917). Político, jornalista, filósofo e cientista político italiano Antonio Gramsci.

Que tenha o poder inexorável de trazer mais VIDA para a tua VIDA. Aprecia sempre, quando quiseres... SEM MODERAÇÃO!

“Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; é aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite a agnosticismo e indiferenças de nenhum gênero.Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e, sobretudo, do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.”

LARANJEIRA EM FLOR: Dedicado para todas as pessoas... Evidentemente, que não são indiferentes. Àquelas que são motivadas pela simples & imortal paixão de VIVER. Intensamente!!!

Fiquem com DEUS &... Até a próxima!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

De um Limão... Uma incrível Limonada!



Olá Gente!


Bem, ontem acordei com a nítida sensação de estar parecendo um limão, daqueles muuuito espremidos mesmo. Ou seria oprimido?! Algo tomava conta de mim, uma ansiedade, agitação intensa... OK! Quem me conhece e acabar lendo isso, vai pensar, com toda a razão :"Vivi Valim é elétrica, por natureza!". Verdade! Tenho uma alma inquieta. Masss, ontem foi mais intenso do que normalmente... Felizmente, ontem passou. Afff... DEUS é sempre muito bom!

Hoje talvez esteja sentindo-me como um limão, não qualquer limão... Afinal, de um bom limão prepara-se uma bela limonada... Siciliana (risos)!

A VIDA é fantástica justamente por isso, como bem menciona Pedro Bial, naquela famosa crônica: "Um dia se está por cima, outro dia se está por baixo"... E, esse é o grande barato da VIDA... Aprender, por mais difícil, delicado que pareça; com FÉ chegamos lá, exatamente onde desejamos... SEMPRE! (Tá parecendo clichê, né?! Contudo, uma premissa extremamente verdadeira. Quem passa por essa sensação, sabe que é assim!)

Falando, ou melhor, escrevendo sobre tudo que é bom (aliás, muito bom!), brevemente terei alegria de partilhar com todos os meus Amigos do Blog, a primeira postagem focada em um determinado tema, conforme prometido. Diga-se, de passagem, literalmente uma DELÍCIA... A Gastronomia! Algo realmente muito especial. Aguardem!

Ah! Amigo Paulo, obrigada por tua linda e sincera amizade...Sempre!

Obrigada pelos comentários, pelas visitas... Enfim, pelo carinho de todos!!!


A Fotografia da postagem de hoje é de autoria do Fotógrafo Ricardo Braescher, a quem agradeço pela cessão da Imagem. Acessa: http://ricardobraescher.multiply.com


LARANJEIRA EM FLOR, para:

Marcia (sem acento) Uhry Boeira, Lu Lodi, Cleia, Carlos Torres & Sueli Zanquim, Duda Mesquita, Deminha, Cacá (Minha mana que eu amooo!), Vinícius Manfredi (Manfra), Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha).


Fiquem com DEUS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Beijos!




quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Flor de Laranjeira... Ainda em botão!


Olá Pessoal!

Está nascendo um projeto muito, muito especial... Aguardem, em breve um espaço onde a comunicação tem como compromisso aproximar pessoas, celebrar a vida, comover, chorar (às vezes, é extremamente benéfico), comemorar os pequeninos gestos, semear a gentileza... Tudo isso, através de uma abordagem leve e atrativa sobre os mais diversos temas do nosso cotidiano. Enfim, desfrutar de tudo de bom que DEUS tem ofertado a cada um de nós... Liberalmente!

Está chegando: "FLOR DE LARANJEIRA"... JUNTOS SOMOS MAIS!

A Imagem da Flor é uma gentileza da Profª de Artes Visuais & Tecnológicas, Maria Ivone Ferreira - Portugal. Um pouco mais do seu trabalho pode ser apreciado através do Site: http://www.olhares.com/

LARANJEIRA EM FLOR, para:


Ricardo Braescher, Amigo Paulo, Profª Maria Ivone (Portugual), Sally Abe, Josy e Patty Lippert, Thalita Schneider, Isabelle, Poly, JÚ & Maitê, Joana M. Braescher e Carolina M. B. Kauffmann (Suíça), Chef Ronaldo Jacob, Tarcisio Filho.


O meu carinho imenso para vocês hoje e sempre!!!


Fiquem com DEUS!




Abraço & Até!